Brasil diminui itens de segurança em carros

O Ministério da Economia apresentou a criação de um fundo de financiamento de R$ 1 bilhão destinado para pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias. Conhecido como Programas Prioritários, o fundo vai financiar projetos que beneficiem toda a cadeia automotiva.

O fundo  soma-se ao compromisso no Rota 2030 de as fábricas de investirem R$ 5 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento como contrapartida da isenção fiscal de R$ 2,1 bilhões dada ao setor pelo governo. Entre as principais medidas do Rota 2030 estão metas de eficiência energética para os próximos cinco anos, e de aumento da segurança dos veículos, para a redução de mortes no trânsito.

Cronograma de segurança

Porém, até o momento, o Rota 2030 estabeleceu um calendário obrigatório com apenas 9 itens para que as fábricas equipem os veículos com dispositivos de segurança até 2030.

Veja abaixo o cronograma oficial.

Até 2020, projetos novos devem sair de fábrica com:

  • Proteção contra impactos laterais na carroceria (até 2023 para todos os carros vendidos no país);
  • Sistema eletrônico de controle de estabilidade (até 2022 para todos os carros vendidos no país);
  • Alerta para cinto de segurança afivelado (até 2021 para todos os carros vendidos no país).

Até 2021, a lista de recursos obrigatórios aumenta com a inclusão de:

  • Repetidores laterais das luzes de seta (até 2023 para todos os carros vendidos no país);
  • Luzes de rodagem diurna (até 2023 para todos os carros vendidos no país);
  • Alerta de frenagem de emergência (até 2023 para todos os carros vendidos no país).

Até 2024, haverá obrigatoriamente em projetos novos:

  • Proteção contra impactos frontais em camionetas e utilitários (até 2026 para todos os carros vendidos no país).

Até 2025, acrescenta-se:

  • Alerta ou visibilidade traseira, com câmera de ré ou sensores de aviso sonoro (até 2030 para todos os carros vendidos no país).

Por fim, até 2026, está previsto:

  • Proteção a impacto lateral contra poste (até 2030 para todos os carros vendidos no país).

Outros equipamentos

Existem outros equipamentos já previstos, mas que ainda estão estudo, como frenagem autônoma de emergência e aviso de mudança involuntária de faixa. É importante observar que as proteções contra impactos laterais não preveem airbags, mas podem ser rígidas o suficiente a fim de que só sejam atingidas com a inclusão dos dispositivos, como acontece na Europa. E por falar em comparativo com o Velho Continente, por lá já se está regulamentando para os próximos três anos a obrigatoriedade de:

  • Alerta de tráfego acima do limite de velocidade;
  • Frenagem autônoma com detecção de pedestres e ciclistas;
  • Assistente de permanência em faixa;
  • Detecção traseira de tráfego cruzado;
  • Alerta de uso dos cintos de segurança dianteiros e traseiros;
  • Caixa preta para armazenamento de dados de acidentes e até um teste de bafômetro ligado à ignição para veículos de uso profissional.

Fonte: Revista Quatro Rodas

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Nathália Emerick