Seguradoras de veículos começam a recusar contratos

Segundo dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), em agosto de 2017 houve um aumento de mais de 50%  no número de roubos de carros em comparação ao mesmo período de 2016. A onda de violência tem feito com que as seguradoras de veículos deixassem de trabalhar com cinco bairros do Rio de Janeiro: Cavalcante, Manguinhos, Sampaio, Pavuna e Rocha Miranda. A negativa para novos contratos se estende a vários locais da região metropolitana que ficam próximos a favelas. Além disso, dependendo do bairro do proprietário do veículo, o preço da apólice de seguro é exorbitante, o que faz com que dono do automóvel desista do negócio.

Em agosto deste ano foram roubados 4.613 veículos no estado — 1.572 a mais que no mesmo mês do ano passado. De acordo com o diretor-executivo da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Julio Cesar Rosa, se os números permanecerem em alta, o reajuste dos contratos corre o risco de chegar a 22% até dezembro, o que afetaria de maneira significativa a atuação das companhias do setor no Rio de Janeiro.

A Baixada Fluminense é considerada a região de maior risco, com 19,64% dos casos (906). No topo da lista das unidades policiais que mais fizeram registros está a 64ª DP (São João de Meriti), com 312 boletins. A 59ª DP (Caxias) aparece na segunda colocação, com 257, seguida da 54ª DP (Belford Roxo), com 201.

Mas morar em bairro nobre não é garantia de preço baixo nas apólices de seguro. As empresas passaram a considerar um outro dado na hora de calcular o preço da apólice: além do endereço da residência ou do trabalho, agora avaliam os caminhos mais percorridos pelo motorista. Dependendo do trajeto, a conta pode subir 15%.

Considerando todos os estados brasileiros, as seguradoras que atuam no Rio de Janeiro são as que mais pagam indenizações, de acordo com dados da FenSeg. De janeiro a agosto deste ano, as empresas desembolsaram no Rio R$ 1,4 bilhão com indenizações — 77% do que arrecadaram, o maior percentual do país. O custo alto é repassado aos clientes.

Venda de peças

O levantamento realizado pela FenSeg aponta que, em 50% dos casos de roubos de veículos no Rio, os crimes são praticados para retirada de peças e venda no mercado ilegal. Em 30% das ocorrências, o objetivo é a clonagem de automóveis, e, em 20%, ladrões levam o carro para cometer outros delitos.

Rastreamento de Carros

Em contrapartida aos altos valores praticados pelas seguradoras de veículos, o rastreamento de veículos tem se mostrado uma excelente opção para os motoristas. Com bloqueio do veículo, rastreamento digital, solicitação de posição e visualização por mapas 24 horas por dia, através de aplicativo, o rastreamento veicular vem ganhando cada vez mais adeptos.

Fonte: Jornal O Globo

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Nathália Emerick